Fique atento aos sintomas da parvovirose e veja como tratar a doença

Parvovirose
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Como tutor e criador de cães, você certamente já ouviu falar da parvovirose. Causada pelo vírus Parvovirus canino tipo 2 (PVC-2), a doença é altamente contagiosa e apresenta uma taxa de mortalidade de mais de 90%, se não for adequadamente tratada. Ela pode se tornar um pesadelo para o dono do canil, comprometendo a matilha e a chegada de novos membros.

Isso porque o vírus é notadamente resistente e consegue permanecer no ambiente por até 2 anos, após a saída do cão doente do local de habitação. Ou seja, além do contágio ocorrer no contato do cão sadio com as fezes contaminadas, basta que o animal seja exposto a qualquer objeto infectado para contaminar-se também.

Dada a gravidade da situação, é crucial ficar atento aos sintomas, oferecer o tratamento e tomar as providências necessárias para livrar o canil do vírus da parvovirose. É sobre isso que falamos neste artigo. Acompanhe!

Quais são as raças mais vulneráveis ao parvovírus?

Os cães das raças Rottweiler, Dobermann, Pastor Alemão, Labrador, Pit Bull e os de raças de origem nórdica como Malamute do Alaska e Husky Siberiano são os mais propensos a serem infectados pelo vírus da parvovirose.

Contudo, cabe ressaltar que todo cachorro de qualquer raça, oriundo de qualquer cruzamento, pode ser contaminado, bastando entrar em contato com o vírus. Os filhotes com idade a partir das 6 semanas de vida são especialmente suscetíveis, devido ao seu sistema imune ainda imaturo (período que perdem a imunidade materna).

Quais são os sintomas da parvovirose?

A parvovirose é bastante agressiva e se manifesta de duas formas. A primeira, mais comum, ataca o sistema digestivo e causa a gastroenterite hemorrágica. Na segunda, o parvovírus ataca o coração causando miocardite aguda e, geralmente, leva os filhotes à morte súbita.

O vírus acomete principalmente as células do intestino (destruindo a sua mucosa) e as células da medula óssea (glóbulos brancos e vermelhos). Os sintomas característicos são:

  • prostração ou apatia;
  • vômitos intensos;
  • diarreia;
  • fezes escuras ou com sangue;
  • febre;
  • desidratação;
  • anemia;
  • mucosas pálidas;
  • baixa contagem de glóbulos brancos.

Qual o tratamento para a doença?

Não existem medicamentos que combatam especificamente o parvovírus, mas, se tratada tão logo surgirem os primeiros sintomas, a doença tem cura. Isso porque o tratamento é direcionado para amenizar os sintomas e fortalecer o sistema imune do cão.

Portanto, será feita a reposição de fluídos (com soro e transfusão sanguínea, caso necessário), vitaminas e eletrólitos para reverter a desidratação. Além disso, são ministrados antibióticos e a dieta recebe atenção especial, justamente pelos animais estarem com o sistema digestivo comprometido.

Assim, uma vez fortalecido, o cão tem grandes chances de lutar contra o vírus e vencer a batalha.

Como prevenir a parvovirose?

É fundamental que os cães sejam vacinados nas idades recomendadas pelos veterinários. A V8 e a V10 protegem contra o vírus e fazem parte do calendário anual de vacinação. Da mesma forma, devem ser devidamente vermifugados, pois os vermes diminuem a imunidade dos cachorros (principalmente dos filhotes).

É recomendado que se descarte todos os objetos que o cão infectado teve contato (caminha, roupas, potes de ração, brinquedos etc.). Caso não seja possível, lave absolutamente tudo o que pertencia a ele com desinfetantes (água sanitária ou quaternário de amônia) e deixe secar sob sol forte (o vírus é sensível a altas temperaturas).

É importante evitar que os filhotes tenham contato com ambientes naturais antes de serem vacinados, pois é muito mais fácil se livrar do parvovírus em locais de alvenaria.

Por que levar o cão ao veterinário?

Para concluir, ressaltamos a importância do acompanhamento médico-veterinário. Desde cedo, para proceder à vacinação, e após o surgimento dos primeiros sintomas, para que o profissional consiga desacelerar o quadro clínico da parvovirose. Os veterinários aplicam métodos avançados de antibioticoterapia e fluidoterapia para impedir ou reverter o choque séptico.

Todo tutor e criador de cães deve, rigorosamente, prezar pela saúde e bem-estar dos seus animais. Ter conhecimento sobre as doenças que os acometem é fundamental, por isso, saiba agora o que é cinomose canina e como tratá-la!

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